| Descrição da atividade |
O escutismo pode desempenhar um papel importante nestas áreas, pois em caso de catástrofe, pode reforçar os meios de comunicação e fortalecer os meios existentes.
A prevenção e segurança nas atividades escutistas, nos acampamentos, deslocação de contingentes e o socorro rápido em caso de emergência, é uma prioridade, apesar de tudo ter corrido bem nas recentes atividades. As ações de prevenção, são fundamentais para se evitar incidentes. Nunca é demais insistir na sensibilização dos nossos associados, para a preocupação constante na prevenção e segurança.
Numa fase de emergência é fundamental a mobilização rápida, eficiente e ponderada de meios e recursos, tendo em conta critérios de proximidade e de disponibilidade, para se assegurar a criação de condições favoráveis ao empenhamento rápido, procurando assim garantir condições para prevenir riscos, atenuar ou limitar os seus efeitos e socorrer as pessoas em perigo.
A criação de delegados em todas as ilhas, o uso dos serviços de radio escutismo e Internet, a inventariação e um recenseamento de todos os meios disponíveis para uso nas atividades ou uso em caso de necessidade, são a melhor forma de incrementar a formação e desenvolver as competências nesta área.
Ao CNE - Junta Regional dos Açores, cumpre a segurança nas atividades, a formação dos responsáveis adultos, a dinamização de iniciativas ambientais e de preservação da natureza, a correta utilização de equipamentos e gestão dos recursos humanos, em colaboração e parceria com o Serviço Regional da Proteção Civil e Bombeiros dos Açores e outras entidades governamentais e do poder local.
Pretende o CNE, em consonância e como parceiro do SRPCA, preparar grupos de intervenção – Equipas de Apoio de Retaguarda, constituídas por um número de elementos a definir, para intervenção rápida, eficaz e eficiente, com formação específica em segurança e proteção civil e, ainda, com obtenção e aquisição de equipamentos vários, com vista a dotar os escuteiros de meios de operacionalidade e intervenção nas missões de emergência, sob orientação dos serviços regionais ou locais de proteção civil.
Para isso, conseguiu a cedência por parte da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, de parte da Escola da Ribeira Seca – S. Sebastião, recentemente desativada como escola, para servir, nomeadamente, como base operacional nesta área, centro de treino e formação específica para jovens e adultos, escuteiros ou não, e armazém de material e equipamento nas áreas da proteção civil, prevenção, segurança, ambiente e radioamadorismo, necessitando o espaço de uma adaptação e reajustamento para tal efeito.
Torna-se essencial continuar a estabelecer parcerias com várias entidades e a dinamizar relações institucionais em todas as ilhas, nomeadamente com o SRPCA, no sentido de promover ações de formação e criar centros de apoio, bem como incrementar estes e outros momentos junto das estruturas locais, beneficiando e apoiando as suas iniciativas.
A nossa pretensão é educar os jovens, ao nível da região e das várias ilhas, no quadro da missão educativa e da estrutura pedagógica do Corpo Nacional de Escutas e, bem assim, colaborar com as autoridades locais - Câmaras municipais e serviços regionais – Governo Regional, nas áreas da segurança e proteção civil, designadamente, observando as disposições preventivas das leis e regulamentos, acatando ordens, instruções e conselhos dos órgãos e agentes responsáveis pela segurança interna e pela proteção civil e satisfazer prontamente as solicitações que justificadamente lhes sejam feitas pelas entidades competentes.
Há efetivamente atribuições que não podem ser asseguradas, na totalidade ou em parte, pelos escuteiros, tais como: repor o abastecimento de água, energia, saneamento e comunicações nas áreas, restabelecer os acessos nas áreas, remover destroços e entulhos, providenciar o alojamento provisório de populações, assegurar as condições necessárias para o regresso das populações às áreas afetadas, providenciar a inspeção de edifícios e estruturas afetadas para garantir as condições de segurança, etc.
Mas, em fase de emergência, embora atualmente todos os escuteiros façam parte do pessoal voluntário, não especializado, pode o CNE - Corpo Nacional de Escutas, aos vários níveis, e cada agrupamento em particular, mobilizar os meios próprios inventariados necessários à intervenção; apoiar as forças de segurança na evacuação das populações; apoiar a instalação e gestão dos centros de acolhimento provisório bem como a assistência e bem-estar das populações; confecionar e distribuir alimentos, bebidas e outros bens de primeira necessidade; acompanhar na assistência e bem-estar grupos mais vulneráveis; apoiar o sistema de recolha e armazenamento de dádivas; reforço das comunicações fortalecendo as redes existentes, montagem de um serviço de estafetas, apoiar as ações e auxiliar os serviços de proteção civil e demais entidades; etc.
Há, ainda, outras atividades neste âmbito que se enquadram nas iniciativas dos escuteiros ou não, realizadas esporádica ou anualmente, tais como: a realização do JOTA/JOTI - Jamboree no Ar e Jamboree na Internet, no 3º fim-de-semana de Outubro; a montagem e uso regular de uma estação/estações de rádio ou da internet para envolver todos os escuteiros; a realização de acampamentos, acantonamentos ou simplesmente de visitas programadas a estações de radio públicas ou particulares, em cada uma das ilhas; criação de simulacros e utilização de catástrofes naturais para treino, onde se prevê a atuação dos escuteiros a acudir às populações; acolhimento a sinistrados e montagem de um campo de desalojados, nas várias ilhas, aproveitando as atividades escutistas; utilização de material de campismo para acolhimento dos desalojados; confeção de refeições; exercícios de comunicações, transportes de feridos, preparação de campo em caso de chuva ou vento forte, remoção de entulhos, desobstrução de vias, ribeiras e linhas de água; distribuição, ao longo do ano de panfletos, cartazes informativos, sinalética apropriada e programas elaborados e distribuídos para divulgação pela associação; aquisição de materiais que têm a ver com as várias estações em toda a região e o desenvolvimento da atividades, designadamente, material de rádio e utilização da Internet, antenas, cabos, gerador; aquisição de material de campismo, tendas, fogões, pás, enxadas, lanternas, material elétrico, cobertores, sacos cama, mochilas, material de primeiros socorros, macas, etc.
No que toca à área do ambiente pensamos desenvolver os seguintes projetos: valorização dos trilhos e recuperação de caminhos ancestrais, utilizando os trilhos como ferramenta pedagógica para a preservação da natureza; colaborar, como voluntários, com as entidades oficiais em campanhas de proteção de aves marinhas, nomeadamente a campanha de cagarro; Promover a adesão ao programa ECO-LOCAIS por parte de todos os Agrupamentos, que consiste num projeto que cada Agrupamento se propõe realizar localmente, concretizando uma ação especifica de prevenção ou resolução de um problema ambiental; desenvolvimento do projeto "Ribeiras", iniciado este ano de 2012, que visa a participação social no despiste e na conservação dos espaços das ribeiras e suas margens, procurando envolver os seus utilizadores e a população em geral para limpeza e conservação natural das mesmas; realização de encontros, palestras e workshops de uso, manutenção e construção de atividades; Promoção de ações de manutenção e construção de ações concretas; desenvolvimento de fichas de apoio à interpretação dos projetos, panfletos, newsletter, folhas informativas, cartas de recomendação, registos, etc...; criação e manutenção das iniciativas no site da junta regional; recolher e divulgar atividades de outras associações; promover a organização de eventos de Geocaching; promover a participação em competições ligadas ao desporto aventura na natureza, aproveitando a natureza com meio próximo para realização de atividades escutistas.
Ainda no capítulo da divulgação, formação e informação, apostamos na sensibilização, informação e formação, como forma de dotar os dirigentes de conhecimentos suficientes nas questões da prevenção, proteção, segurança e ambiente nas atividades e alertar o público em geral para os eventuais riscos, na área da prevenção e segurança das populações.
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